Preço das casas no Algarve sobe 7,2% e atinge novo máximo histórico de 4.231 euros/m2

O preço das casas no Algarve subiu 7,2% em outubro face ao mesmo mês do ano anterior, atingindo um novo máximo histórico. De acordo com o índice de preços do idealista, comprar casa tem um custo de 4.231 euros/m2 no final do mês, tendo em conta o valor mediano. Em termos trimestrais, os preços das casas aumentaram 1,6%.
Entre os municípios do Algarve, os preços subiram em todos os concelhos analisados. A maior subida anual foi registada em Monchique (21,5%), seguida de Castro Marim (17,3%) e Faro (15,5%). Com aumentos igualmente expressivos surgem ainda Vila Real de Santo António (13,5%), Aljezur (11,5%), Portimão (11,2%), Olhão (10,3%), Alcoutim (7,7%) e Lagoa (7%). Albufeira registou uma subida de 6,9%, Lagos de 6,5%, São Brás de Alportel de 6,1%, Silves de 4,7%, Vila do Bispo de 4,7%, Loulé de 4,6% e Tavira de 3,6%.
No ranking dos preços medianos por metro quadrado, Loulé mantém-se como o município mais caro para comprar casa, com 5.186 euros/m2, seguido de Lagos (4.772 euros/m2) e Albufeira (4.216 euros/m2). Logo depois surgem Lagoa (4.174 euros/m2), Vila do Bispo (4.039 euros/m2) e Faro (3.944 euros/m2). Seguem-se Aljezur (3.868 euros/m2), Vila Real de Santo António (3.764 euros/m2), Portimão (3.712 euros/m2), Tavira (3.550 euros/m2), São Brás de Alportel (3.464 euros/m2), Castro Marim (3.458 euros/m2), Silves (3.405 euros/m2), Olhão (3.387 euros/m2) e Monchique (3.020 euros/m2). Com o valor mais baixo surge, por fim, Alcoutim (1.234 euros/m2).
Já a nível nacional, as casas ficaram 7,5% mais caras, situando o preço do metro quadrado em 3.249 euros.
Cidades capitais de distrito e regiões autónomas
Em outubro de 2026, os preços das casas à venda subiram em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. As maiores subidas anuais registaram-se em Vila Real (20,3%), Guarda (18,4%), Beja (17,6%), Leiria (16,9%) e Faro (15,5%). Seguem-se Bragança (13,3%), Viseu (12,9%), Santarém (12,7%), Ponta Delgada (11,7%) e Castelo Branco (10,5%). Também Évora (10,3%), Braga (10,2%) e Coimbra (9,5%) apresentaram valorizações expressivas. Já Aveiro (9,4%), Setúbal (9%), Porto (7%), Portalegre (6,4%), Viana do Castelo (6,1%), Lisboa (3,9%) e Funchal (3,4%) foi onde os preços menos subiram.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.248 euros/m2. Seguem-se o Porto (4.339 euros/m2), o Funchal (4.045 euros/m2) e Faro (3.944 euros/m2). No quinto lugar surge Setúbal, com 3.227 euros/m2. Logo depois posicionam-se Aveiro (2.901 euros/m2), Évora (2.726 euros/m2), Ponta Delgada (2.672 euros/m2), Coimbra (2.479 euros/m2), Braga (2.379 euros/m2), Viana do Castelo (2.270 euros/m2) e Leiria (2.028 euros/m2). Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Santarém (1.846 euros/m2), Viseu (1.822 euros/m2), Beja (1.573 euros/m2), Vila Real (1.551 euros/m2), Guarda (1.153 euros/m2), Bragança (1.147 euros/m2) e Portalegre (1.128 euros/m2). A cidade mais barata para comprar casa continua a ser Castelo Branco, com um preço mediano de 1.119 euros/m2.
Distritos e ilhas
Analisando os dados mais recentes, os preços das casas subiram em todos os 26 distritos e ilhas no último ano com a exceção da ilha do Faial que registou uma descida de 4,9%. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (25%), seguida da ilha Terceira (24,5%), Portalegre (23,6%), Évora (21,5%), Santarém (19,7%), Beja (16,8%) e Guarda (15,9%). Também Viseu (15,2%), Aveiro (14,4%), ilha do Pico (13,8%), Braga (13,3%), Castelo Branco (13,2%), Leiria (13,1%) e Vila Real (12,5%) apresentaram valorizações expressivas. Já Coimbra (10,9%), Viana do Castelo (10,3%), ilha de São Miguel (10,2%), Setúbal (9,2%), Bragança (7,4%), Faro (7,2%), Lisboa (6,2%), ilha de São Jorge (5,5%), ilha da Madeira (3,7%), Porto (3,3%) e ilha de Santa Maria (0,2%) foi onde os preços menos subiram.
No ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa mantém-se como o distrito mais caro para comprar casa, com um preço mediano de 4.835 euros/m2, seguido de Faro (4.231 euros/m2), ilha de Porto Santo (4.167 euros/m2), ilha da Madeira (3.765 euros/m2) e Setúbal (3.504 euros/m2). Logo a seguir surgem o Porto (3.132 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.446 euros/m2).
Com valores intermédios posicionam-se Aveiro (2.174 euros/m2), Leiria (2.123 euros/m2), Braga (2.065 euros/m2), ilha Terceira (1.863 euros/m2), Évora (1.838 euros/m2), Viana do Castelo (1.764 euros/m2), Santarém (1.745 euros/m2), ilha do Pico (1.710 euros/m2), ilha do Faial (1.693 euros/m2), Coimbra (1.693 euros/m2), Beja (1.580 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.525 euros/m2) e ilha de São Jorge (1.516 euros/m2). Na parte inferior da tabela surgem Viseu (1.270 euros/m2), Vila Real (1.100 euros/m2), Portalegre (1.081 euros/m2), Castelo Branco (1.037 euros/m2), Bragança (871 euros/m2) e, por fim, a Guarda (751 euros/m2).
Regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada no Alentejo (14,3%), seguido da Região Autónoma dos Açores (13,9%), do Centro (12,5%), do Algarve (7,2%), da Área Metropolitana de Lisboa (6,8%) e da Região Autónoma da Madeira (4,2%). O Norte registou a subida mais moderada (3,8%).
A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.525 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (4.231 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.779 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.601 euros/m2), o Alentejo (2.228 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (2.141 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.810 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.
Índice de preços imobiliários do idealista
O idealista atualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros da plataforma permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não refletem o mercado residencial convencional. Além disso, foi reforçado o processo de deteção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, a fim de garantir a comparabilidade dos dados.
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em:
https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/
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